quarta-feira, 9 de setembro de 2009

boca a boca




"Eu estava numa fase ruim. Me achava mais insignificante que um mosquito de banheiro. Nada em mim me agradava, nem por dentro nem por fora, e minha reserva de auto estima dava apenas pra conseguir levantar da cama de manhã.
[...]
O pessoal se divertia. Nessas horas tem sempre um infeliz pra lembrar de mim e dizer:
- E aí, cara? Tá calado. Não abre a boca não?
E eu lanço aquele sorriso estúpido e me sinto mal porque não me lembro de nada legal pra falar.
Me sinto mal mesmo"

domingo, 6 de setembro de 2009

(All I) need (is just a little patience)










sem paciência pra textinhos bonitinhos. Sem paciência pra nada.
Malditos hormônios.



"Então diga
Que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentira
Quando dizem que o amor morreu
Então diga
Que o tempo fecha todas as feridas
Diga que não passa de mentira
Que nem por um segundo me esqueceu"

sexta-feira, 17 de julho de 2009

need


Paciência; calma; mais algumas semanas de férias; sentido; algo pra fazer; livros; concentração; empenho; mais horas de sono; fazer as unhas, parar de roê-las. Meias, calcinhas, sutiãs, roupas. Maquiagens legais, aprender à usá-las. Tênis; inspiração; música; me organizar; limpar a casa; filmes, discos e posteres. Um mural; um gato; parar de tomar remédio. Fotos; aprender a escrever e a fazer posts legais. Ter opinião; parar de falar apenas de mim. Comer e não engordar; criatividade; lembrança; coerência; mochila; sapato. Relembrar dos velhos tempos com amigos que eu não vejo há tempos; você, eight days a week. Ser menos gay. Ler mais, falar mais, ser menos antipática e expressar o que eu to sentindo. [...]

talvez seja isso tudo o que eu preciso, pra um curto período de tempo.








"Muitas, muitas coisas aconteceram desde a última vez que você ouviu falar de mim, e muitas delas provaram que meus pensamentos sobre o mundo ser um lugar cruel e triste estavam certos e foram confirmados.
Eu não confio em ninguém, quase nem em mim. Foram muitas manhãs, tardes e noites de batalha para saber o que é certo e o que é errado. Não sei se estou sendo castigada por algo que fiz de errado, algo de que não me lembro, ou se isso acontece com todo mundo e eu que sou uma estúpida por não entender isso."










o diário secreto de laura palmer

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sim, eu quero lembrar!



São Paulo. Playcenter. Dezessete de Junho de dois mil e nove. Treze, catorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte, vinte e uma, vinte e duas, vinte e três horas e cinquenta e nove minutos, dezoito de Junho de dois mil e nove e o resto da minha vida.

Sei lá, foi tão.. bom! Não sei como descrever. Eu sabia o que cada um deles, bem ali na minha frente, tavam sentindo. Cada expressão, cada movimento.. tudo. Como se as informações adquiridas ao longo de dois anos - sem intenção, talvez - viessem todas deles contra mim, me fazendo desabar em lágrimas.

Estranho, isso. Não pensei que fosse tanto assim. Não pensei que isso me atingiria de tal forma. Mas é bom. Eu não quero esquecer, nunca. Esse momento que por muitas vezes fora adiado, valeu a pena.

Difícil pra mim explicar o que é sentir isso. Nem eu sei. É mais do que qualquer coisa. Não entendo como algo que por muitas vezes é motivo de chacota para alguns (muitos), pra mim é essencial, é maior do que eu sinto por muita gente que eu conheço há muito mais tempo. Foi, é MUITO importante pra mim.
.
Parece tão banal, tão superficial.. E eu gosto tanto! Pra mim não é. Repito, é mais do que qualquer um pode imaginar.Qualquer um.

Não me importo com outros fãs. Nunca fiz parte de nenhum fã clube e nunca corri atrás de nada que pudesse me aproximar. Não fazer parte dessas coisas nem chegar à extremos não me faz menos fã, nem mais fã. Eu gosto de ser fã. Eles lá, eu aqui, uma estranha no meio de milhaaaares de fãs.

Chorei, cantei, gritei, sorri e ri! Não foi um dia qualquer.

E eu só quero dizer que eu tenho orgulho da banda que, sem intenção, eu escolhi pra chamar de minha preferida. Bell, Lucas, Tavares, Vavo, Cuper, Lezo, Nego e qualquer outro de qualquer formação: Fresno vai ser SEMPRE Fresno pra mim.



E se gostar (muito) de Fresno faz de mim uma pessoa emo(sinceramente, isso não faz sentido pra mim), eu sou uma pessoa emo. Só não espere que eu corte meus pulsos, use franja e tenha um cabelo oleoso. =)

sábado, 30 de maio de 2009

Sobre a Incapacidade.

Inability To Scream by *golden-pineapple
"The scream inside you. The one that can't be voiced"


"Sabe do que você precisa? Você precisa ser mais agressiva."

Minha professora de inglês me disse isso na última quinta-feira, referindo-se à minha falta de autoridade nas reuniões do projeto Interdisciplinar da escola, no qual nós - pessoas de todas as salas - temos que organizar uma semana de apresentações e atividades relacionados à matéria.
Tudo bem que ninguém deve ligar pro que ela fala, mas isso ficou na minha cabeça. Talvez me falte toda a agressividade que eu poderia ter perante a pessoas com quem eu não tenho (quase) nenhuma intimidade.

A questão é que eu não quero ser agressiva. Nunca tive espírito de liderança, mesmo. Eu sou incapaz de organizar e, de certa forma, mandar em uma relativa quantidade de pessoas. Quando tento, eu falho. A verdade é que eu odeio trabalhar com pessoas, e às vezes odeio ter de aceitar minha condição de ser humano (lol).
Enfim, não vou ser agressiva e não vou me mostrar autoritária se eu não julgar necessário. Porque, de verdade, eu quero é mais.

Eu acho que sou incapaz de escrever sobre alguma outra coisa que não seja eu mesma. Vaidade, egoísmo, egocentrismo.. não sei. A verdade é que eu não tenho o que falar sobre religião, sobre política, sobre nada. Me entender acho que é a tarefa mais difícil pra mim. Entender esse post é a tarefa difícil pra quem lê-lo.

Eu sou incapaz de falar em público. Eu sou incapaz de expressar minhas ideias. Eu sou incapaz de me controlar; de falar o que eu tou pensando quando é necessário. Eu sou mais parecida com a minha mãe do que eu achava que era. Esse negócio de "não vou falar nada e guardar tudo pra mim" é bem típico dela. É bem típico meu. Ressentimentos ocupam uma grande parte aqui dentro. Eu tenho a memória boa.

Quase sempre vou pelo caminho contrário do que eu queria seguir, porque eu me conheço e sei que o caminho que eu escolheria seria o errado. A contradição me persegue - ou eu quem a persigo.

Eu mudo de humor da água pro vinho, mas não demonstro. Eu penso sobre o futuro e demonstro toda a ansiedade possível. Eu me decepciono e não me mostro decepcionada. Eu penso o tempo todo e de repente parece que todos os pensamentos não fazem mais sentido e todas as teorias que eu pensei a respeito de tudo são inválidas, se é que foram válidas alguma vez. Eu digo coisas da boca pra fora, e todos levam a sério. Quando eu falo sério, acham que é da boca pra fora. Choro, durmo, acordo e parece que nada aconteceu. Sinto muita falta de algumas pessoas, e elas nem imaginam. Eu amo mais do que pareço amar.
Esqueço. Continuo seguindo…
procurando, sentindo, desejando, sumindo, esquecendo, deixando de gostar.

Aí eu faço um pose bem blasé e levo polegar e indicador ao queixo. Penso. Procuro um significado. Não há.

quem achar algum sentido nisso pode me explicar?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lista de Desejos

Fazer uma lista de Oito coisas para fazer antes de morrer - proposta da Bianca - não é uma coisa muito fácil. Nem mesmo pra mim, que penso muito sobre o futuro (o meu, principalmente).
Eu sempre disse pra quem quer que fosse que o meu desejo é não ter uma vida, digamos, "normal" - medíocre, pra mim. Talvez isso seja só uma 'rebeldia' adolescente, sei lá.. Mas no momento eu sei de tudo que eu não quero.
Os desejos da lista podem ser meio pequenos, eu me contento com pouco. E podem se realizar a curto prazo também, visto que o que eu faço hoje, amanhã ou depois vão ser levados comigo pra sempre (uau, profundo).
Bom, aí vai a lista :

Morar sozinha. Tá que isso é meio óbvio e é o sonho de muita gente. Ainda mais pra mim, que venho de uma família onde todos acham que só se deve sair da casa dos pais quando se tem uma marido/esposa. Eu sei que morar sozinha tem suas (muitas) complicações, além de todo aquele papo de independência financeira. Mas, sinceramente, eu não vejo a hora.

Trabalho Voluntário. Já pensei nisso várias vezes. Idosos, crianças ou animais.. eu só quero ajudar. Mais por eles do que por mim. A melhor sensação do mundo é fazer pessoas perceberem que tem alguém que se importa com elas. Eu me importo.

Ter certeza absoluta de alguma coisa. A maldita insegurança impera dentro da minha cabeça. Esse desejo parece meio vago, mas eu nunca tou certa de nada. Pra mim é muito dificil confiar 100% em alguém. Só queria ter essa sensação, nem que fosse uma vez.

Me aperfeiçoar em algo. Desenho, Fotografia, Culinária, Sinuca, Ping Pong, Bicicleta, Poker, Escrever, Dançar, Atuar... Quero ser boa em alguma coisa.

Conhecer países underground. Luxemburgo, Brunei, Zimbábue, Papua Nova-Guiné, Tuvalu e por aí vai. Mas queria ir pro Japão, também. Pra conhecer, não trabalhar como a maioria da minha família. Inglaterra, França e esses 'países pra onde todo mundo vai', também são válidos.

Ter uma gata. "Roubei" da Bibi, esse. A situação é a mesma: Gosto muito de gatos, mas minha mãe não . Ela disse pra eu ter o gato "quando eu tiver a minha casa" (mais um motivo pra eu querer morar sozinha). Quero um "para chamar de meu e abraçar e beijar e apertar". É pedir muito?

Parar de roer unhas.
Você deve ter lido isso e pensado: "Que menina mais escrota!" hahaha, não tiro a razão de quem o fez. Mas eu roo unhas desde os meus três anos de idade e desde então consegui parar uma vez. Além de tudo, continuar roendo unhas pode me gerar problemas de estômago, podendo encurtar o tempo de vida que eu tenho pra realizar esses desejos.

Perder a Memória. Aí não haveria nem boas, nem más lembranças e eu poderia desejar tudo de novo, ou tudo diferente.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

between love and... love?

– Dá um jeito nesse quarto. – reclamou a mãe. – Você devia dar um jeito nessa sua vida.

Relaxa, mãe. – a filha respondeu. – Tá bom desse jeito. O meu jeito.

– "Tá bom desse jeito", foi isso mesmo o que eu ouvi? Você tem que virar gente, menina.

A menina, surpresa com a frase que acabara de sair da boca de sua mãe, ainda tentava entender o que ela queria dizer com aquilo quando se viu – e se ouviu – gritando:
– "Você tem que fazer isso", "Você deve fazer aquilo", "Faça isso", "Vire aquilo".. você já percebeu como nunca fala comigo sem ser desse jeito, mãe? Já percebeu como só consegue gritar, reclamar e mandar em mim? Você quer que eu vire gente, não é? Pois então não me trate como um bicho em quem você pode mandar e desmandar a qualquer momento.

E a discussão havia começado.

– Se você não fosse tão preguiçosa e fizesse as coisas do jeito certo eu não precisaria mandar você fazer as coisas. E fique sabendo que em nenhum momento eu lhe tratei como um bicho. Por acaso já lhe deixei faltar alguma coisa? Já deixei de atender um pedido seu? – a mãe, agora com a voz alterada, respondeu.

– E qual é o jeito certo, mãe? O seu jeito? No fim das contas, você só quer que eu seja igual você. Desculpa, mas pra mim é impossível. Eu não quero ser igual a você, não quero ter uma vida como a sua. E, pra falar a verdade, eu não queria ter uma filha como eu. Uma filha que precise virar gente, não é?

A mãe estava atônita. Sua filha nunca agira daquela maneira.

– E, ainda, o maior problema – continuou a menina – é que você simplesmente não vê as coisas que eu faço de bom. Só vê meus defeitos. Não sei quando foi a ultima vez em que eu ouvi um elogio saindo de sua boca, mãe. Nunca é o suficiente; por mais que eu arrume meu quarto e minhas coisas, sempre haverá mais pra reclamar.

– E quando foi que eu recebi elogios por pagar as suas contas, comprar e preparar sua comida, lavar suas roupas? Nem mesmo um 'obrigada' eu ouço. Pois é. –a mãe desabafou. – Cuidar de suas coisas não passa de uma obrigação sua.

– Está bem, mãe. Então deixe-me cuidar da minha vida, também. Certo?


A mãe não disse nada, como geralmente fazia. O estranho nisso tudo foi as duas terem tido uma discussão verbal em vez de uma discussão apenas visual ou um silêncio constrangedor. Silêncio esse que agora tomava conta do quarto.
O que a mulher não sabia era que a filha guardaria tudo o que ela dissera, como já havia feito antes. Talvez isso a prejudicasse, mas era inevitável, como sempre.

A mãe saiu. Foi se deitar. As duas, cada uma em sua cama, choraram um choro silencioso, talvez arrependidas pelo que cada uma havia dito à outra.

Talvez as duas eram mais parecidas do que queriam acreditar.



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não que isso tenha acontecido comigo, mas era totalmente passível de acontecer se eu não tivesse respondido um 'ok' à primeira reclamação da minha mãe.